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“O trabalho da rede BICS tem contribuído para a retoma da economia”

O Secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, presente no IV Encontro Nacional dos BIC Portugueses na passada sexta-feira, destacou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelos BIC (Business & Innovation Centre), da qual faz parte o BICMINHO, considerando-os “elementos muito importantes no apoio ao empreendedorismo e também na inovação e modernização das empresas”.


Num momento em que um em cada cinco empregos é criado por uma start-up e em que a rentabilidade das start-ups e PME já é mais alta que o custo do financiamento investido, o papel das entidades que apoiam estas empresas é, para Manuel Rodrigues, mais preponderante que nunca. Assim, fez questão de destacar a atividade da rede BICS que tem, na sua opinião, “contribuído para a retoma da economia”.

Esta opinião vem reforçar a distinção que a rede obteve, recentemente, por parte do Tribunal de Contas Europeu, no relatório “O FEDER foi bem-sucedido no apoio ao desenvolvimento de incubadoras de empresas?”, que estabeleceu as incubadoras EU | BIC (nas quais se inclui a incubadora do BICMINHO) como “as incubadoras de referência”, realçou o presidente da BICS, José Martins.

Este estudo analisou os perfis, os serviços, os indicadores-chave de desempenho (KPIs) e a proposta de valor de 60 incubadoras de empresas que receberam fundos do FEDER, localizadas em seis países da União Europeia, e comparou-os com os resultados dos EU | BIC certificados pela EBN (European Business & Innovation Centre Network. A principal conclusão foi que, apesar da importante contribuição dos fundos do FEDER para a criação de infraestruturas adequadas, o desempenho das incubadoras auditadas foi modesto e dececionante.

Esta conclusão baseia-se no facto de que “…tem-se prestado pouca atenção para a eficácia das funções de apoio às empresas e empreendedores prestados pelas incubadoras…”. Por oposição, o relatório reconhece claramente que “… A eficácia das incubadoras certificadas pela EBN, tidas como referência… é muito superior… e o apoio oferecido aos empreendedores vai muito além da incubação física… contribuindo para uma elevada taxa de criação de start-ups…”.

“Os EU-BIC que implementam o sistema de qualidade da EBN em comparação com as incubadoras auditadas, proporcionam uma ampla gama de serviços profissionais para empresários inovadores, não só start-ups e empresas incubadas, mas a qualquer empresa inovadora, atingindo elevados índices de desempenho e altas taxas de retorno sobre o investimento realizado pelo setor público.”

“As pequenas e médias empresas são cada vez mais reconhecidas como o motor do desenvolvimento e a principal fonte de emprego”, afirmou o presidente da BICS, e a rede “permite que a taxa de sucesso das empresas ao fim de três anos seja mesmo muito elevada, fazendo com que estas empresas criem emprego, muitas vezes altamente qualificado, e se internacionalizem”.

O Encontro, que teve como tema “O Financiamento Inteligente do Empreendedorismo e da Inovação”, teve lugar em Cascais, e reuniu, entre outros, especialistas como José Carlos Caldeira, Presidente da Agência Nacional de Inovação; Miguel Cruz, Presidente do IAPMEI; Artur Alves Pereira, Assessor do Conselho de Administração da AICEP; Giordano Dichter, Director da EBN – Rede Europeia BIC; e Paulo Andrez, Presidente Emérito da EBAN.

Durante o encontro, foi ainda apresentado o Plano Estratégico da BICS para 2015-2020. Segundo o vice-presidente da BICS e administrador executivo do BICMINHO, Nuno Gomes, a rede quer “reforçar a competitividade da economia e melhorar a capacidade dos empresários nos domínios da liderança, gestão, qualidade, inovação e internacionalização, bem como difundir o espírito empreendedor”. O apoio nos primeiros anos de atividade das empresas vai ser, mais do que nunca, uma das principais apostas da BICS.

O reforço do reconhecimento da marca BIC é uma das principais metas da rede, nos próximos anos. “A rede BICs tem que se assumir como a entidade onde ir para ter um apoio seguro e eficaz, seja na criação de uma empresa ou na sua modernização”, reforçou o diretor da EBN, Giordano Dichter.


EU | BIC
Os EU | BIC são certificados pela União Europeia através de um sistema de certificação da qualidade com auditorias periódicas de verificação dos requisitos de qualidade impostos pela União Europeia.

Inicialmente criados como um projeto-piloto, foram promovidos pela União Europeia, através da Direção Geral da Política Regional e Política Urbana (DG Regional e Urban Policy) pelo financiamento canalizado através de fundos FEDER. Hoje, a marca EU | BIC é totalmente apoiada e promovida pela própria União Europeia como a melhor via a seguir para a implementação de estratégias de incubação e aceleração de empresas inovadoras.

Juntos, os EU | BIC constituem a maior rede pan-Europeia de Empreendedorismo e Inovação, constituída por mais de 200 EU-BIC e organizações similares localizados em todo o mundo.

Em Portugal, além do BICMINHO existem mais sete BIC: NET (Porto), BICMINHO (Braga), CIEBI (Covilhã), CEIM (Madeira), Tagusvalley (Abrantes), Sines Tecnopolo, IPN (Coimbra) e DNA Cascais.


 


Na Comunicação Social:


BICMINHO“O trabalho da rede BICS tem contribuído para a retoma da economia”

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